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quarta-feira, 25 de julho de 2012

LIÇÃO 5 - As aflições da viuvez


Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2012 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: Vencendo as aflições da vida — Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas
Comentarista: Eliezer de Lira e Silva.
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração, pesquisa e postagem no Blog: Francisco A Barbosa

LIÇÃO 5
As aflições da viuvez
29 de Julho de 2012

TEXTO ÁUREO

“Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas” (1 Tm 5.3). Viúvas verdadeiramente viúvas são aquelas que não têm parentes para cuidar delas. As viúvas que estão sem família devem ser mulheres de oração, amor e temor a Deus. Com essas mulheres, a igreja local tem uma responsabilidade [1Tm 5.5,16].

VERDADE PRÁTICA

A Igreja de Cristo deve acolher, com amor e hospitalidade, toda pessoa vítima de violência.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 2.35-38; Tiago 1.27.


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Conceituar o estado da viuvez.
  • Descrever exemplos bíblicos de viuvez.
  • Destacar o aspecto social da viuvez.

Palavra Chave
Viuvez: Estado de viúvo ou viúva; sentimento de desamparo, privação e solidão. Homem a quem morreu a mulher e que não contraiu ainda novas núpcias. Adjetivo: Que é viúvo. [Figurado] Privado; desamparado; isolado; abandonado. [No Brasil]: O que fica só num conflito de que os outros desertam.


COMENTÁRIO

introdução

Com esta lição, damos seqüência ao estudo dos dramas sociais iniciados com a lição 4, a que todo homem está sujeito, mesmo os regenerados pela graça divina. Como nas lições anteriores, a viuvez, que é uma figura bíblica da exclusão social, do desamparo gerado pela vida em sociedade, ao lado do órfão e do estrangeiro, é fator que nos leva a demonstrar o amor de Deus e o amor ao próximo. Esta situação, um processo natural da vida humana que pode ser vivenciada por todos os homens, é uma oportunidade para que a Igreja demonstre que é portadora do amor de Deus e que, por isso, ama o próximo. Hoje, trataremos de um ministério muito importante para o equilíbrio e a harmonia dentro da igreja, do ponto de vista material: a ajuda àqueles que não têm os meios necessários para a sua subsistência, bem como, o acolhimento daqueles que estão à margem da sociedade. Tenham todos uma excelente e proveitosa aula!

I. O CONCEITO DE VIUVEZ

1. Definição. A palavra portuguesa Viúvo se origina do Latim viduus, solitário, abandonado, vazio, que é como se sente uma pessoa que foi acompanhada por outra por muito tempo e a perdeu. A definição do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa é daquele cujo marido ou esposa morreu, e ainda não casou de novo, e no sentido figurado: que está ou se sente em desamparo, desconsolo, privação, solidão. Juridicamente, é o cônjuge sobrevivente de uma sociedade conjugal que se dissolveu com a morte do outro componente. Uma pessoa viúva (Latim vidua) se caracteriza por estar vazia da companhia que durou vários anos. E é este vazio o causador de dramas sociais que poderão afetar a vida, trazendo sofrimento, desespero, solidão. No Antigo testamento, é utilizado o termo hebraico almanah (אלמנה) com o mesmo significado da língua portuguesa. No NovoTestamento, encontramos o termo grego chera (χήρα), cuja raiz tem origem em uma palavra que indica deficiência e que, além de significar o que perdeu o cônjuge, também tem o significado de uma cidade despida de seus habitantes e de suas riquezas, ou seja, traz, também, a idéia de desamparo. A viuvez é o estado social e psicológico de um cônjuge quando da perda do outro e não tenha contraído outras núpcias.
2. Exemplos nas Escrituras. A viuvez nas Escrituras era um problema de gravidade monumental. Geralmente as viúvas nesse período eram negligenciadas, ignoradas e esquecida. Ser viúva era estar fadada ao esquecimento e ignomínia a não ser que tivesse um filho ou um parente que a remisse. Por essa razão é que tanto o AT quanto o NT dão forte ênfase a se demonstrar bondade para com as viúvas e ajudá-las em suas aflições. Tiago diz que “a religião pura e imaculada consiste em visitar os órfãos e as viúvas em suas tribulações” (Tg 1.27). Na Bíblia Sagrada, dois exemplos de superação da viuvez são dignos de menção:
a) A profetisa Ana. Não sabemos muita coisa a respeito da profetisa Ana (heb., hanah, significa “graça”), mas sabemos que o Senhor quis que a conhecêssemos falando sobre ela em apenas três versículos. Ali, Ele colocou o necessário para vermos nela uma mulher de Deus, fiel e dedicada a Ele. Ela é mencionada unicamente no Evangelho segundo Lucas, onde se relata que era filha de Fanuel e seria pertencente à tribo de Aser, o oitavo filho de Jacó, o segundo pela ama de Lia, Zilpa (Gn 30.13; 35.26). Informa também que ela era viúva e tinha vivido com o marido apenas por sete anos, não se afastando do templo e servindo a Deus em jejuns e orações, de dia e de noite (Lc 2.37). Quando José e Maria apresentaram Jesus no templo de Jerusalém para ser circuncidado ao oitavo dia, conforme o costume da lei mosaica, Ana teria sido uma das pessoas que, assim como Simeão tiveram o privilégio de ver de perto a vinda do Messias ao mundo. Ana era uma verdadeira viúva, correspondendo à descrição que Paulo faz em 1Tm 5.3-5: pessoa do sexo feminino, que vive desamparada, pobre, mas que espera e persevera de noite e de dia em oração. Não sabemos como seu cônjuge faleceu mas podemos imaginar o sofrimento de Ana, os dias tristes e sombrios que ela teve que enfrentar. Sendo uma serva de Deus, certamente, ela depositou no altar do Senhor todos estes sentimentos e pediu a Ele o Seu conforto.
b) A viúva de Sarepta. Sarepta era uma pequena cidade costeira fora das fronteiras de Israel, entre Tiro e Sidom. Está dentro do território da Fenícia, de onde veio a terrível rainha Jezabel, rainha do rei Acabe, que introduziu ativamente a adoração de Baal em Israel. Naquela época pensava-se que os deuses pertenciam a uma cidade ou região específica. Bem no próprio centro da adoração de Baal, Deus fez conhecidos Sua presença e Seu poder. Por toda região, no reinado de Acabe, houve uma grande seca. Por três anos e seis meses nem uma gota sequer de água caiu do céu. Esta seca fora predita pelo profeta Elias, que perseguido por corruptos governantes, se refugia junto ao ribeiro de Querite. Elias ficou em Querite, sendo sustentado pelos corvos até o riacho secar. Em seguida, Deus usou a necessidade do profeta para alcançar uma mulher na distante Sarepta. A viúva, lá fora, ajuntando lenha para fazer uma última refeição para si mesma e para o filho, imediatamente reconheceu Elias como um crente em Deus. O texto não diz o que foi, mas algo a fez saber que Elias era um adorador do Senhor. Esse é o propósito divino para a mulher ou o homem que se encontra na mesma condição: servir e honrar a Deus independentemente das circunstâncias (Mc 12.41-44; 1 Tm 5.5).

SINOPSE DO TÓPICO (I)
O conceito da viuvez se aplica quando do estado social e psicológico do cônjuge que sofre a perda do outro.

II. O ASPECTO SOCIAL DA VIUVEZ

1. O desamparo na viuvez. O estado de “viuvez” não se circunscreve apenas a um estado civil, decorrente da dissolução do casamento pela morte do cônjuge, mas tem, em si mesma, a idéia de desamparo, de falta de companhia, de solidão, de extrema perda que faz com que a pessoa fique desolada, desamparada, sem ajuda, o que era extremamente compreensível nos tempos bíblicos em que a mulher que, tendo se casado, perdia seu marido, passava a viver uma situação extremamente precária, já que a mulher dependia do marido para sobreviver numa sociedade em que não se dava à mulher qualquer oportunidade de buscar, por si mesma, o seu sustento. A viuvez, sem dúvida alguma, traz para o seu portador não só carências econômico-financeiras, pois, ainda que hoje em dia a mulher esteja inserida no mercado de trabalho, não resta dúvida de que a perda do cônjuge produz abalo significativo na renda familiar (até porque são as necessidades econômico-financeiras que levam ambos os cônjuges a trabalhar na atualidade), mas, também, um estado psicológico adverso, pois se trata da perda de alguém que se amava e com quem se decidiu formar uma vida em comum. Assim, ao lado de todo o abalo produzido pela morte, já objeto de estudo na lição 3 deste trimestre, temos ainda esta carga socioeconômica.
2. O amparo da Igreja. 1 Timóteo 5 define a viúva verdadeira como aquela que está desolada, confia em Deus, etc., que é encargo da igreja sustentar aquelas que são verdadeiramente viúvas. Segundo Paulo, verdadeiramente viúva é aquela que não tinha família para lhe amparar, com mais de 60 anos, que tenha sido fiel ao seu marido, zelosa pelo lar e pela vida cristã (v.4-5, 9-10). Tiago fala sobre a importância de mostrar fé ativa e obediente, e de deixar a palavra de Deus entrar nas profundezas do coração, exige mudanças radicais na vida do discípulo. Entre outras exortações, ele descreveu bem a religião que agrada a Deus: A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo (Tg 1.27). Através da Bíblia, órfãos, viúvas e pobres são as pessoas que mais necessitam da bondade dos servos de Deus, e cada discípulo deve estar pronto e disposto a ajudar. Como defende Paulo em Efésios 4.28, o verdadeiro crente deve organizar-se para ter o que repartir com os necessitados. Muitos são os textos bíblicos que chamam a atenção da igreja local para atuar socialmente junto às viúvas (Dt 24.19; 26.12,13; Sl 67.6; Is 1.17; 1 Tm 5.16). “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35). Para superar a aflição psicológico-afetiva adversa que acompanha o estado de viuvez, faz-se mister que cooperemos para que esta sensação de solidão e de desamparo seja mitigado entre os viúvos, fazendo que com se relacionem conosco nos momentos de alegria e de confraternização, não os deixando sós, mas os incentivando e os estimulando a travar relacionamentos fraternos com os seus irmãos, com os que com eles convivem. O tratamento com dignidade não envolve apenas o exercício da filantropia, com a entrega de recursos mínimos para a sobrevivência material da viúva, ou atitudes que envolvam a viúva nos relacionamentos sociais, minorando a sua solidão, mas também requer o tratamento diante de seus direitos, o reconhecimento de sua cidadania. As viúvas devem ser honradas na Casa do Senhor. Tal amparo não pode ser apenas de palavras, mas de ação social, psicológica e espiritual.

SINOPSE DO TÓPICO (II)
O estado existencial da viuvez denota o desamparo social da viúva. Logo, a igreja local tem a função de ampará-la nesse processo.


CONCLUSÃO
A viuvez é um estado social que abarca milhares de pessoas. É um processo natural da vida humana. Algumas pessoas lidam bem com esta nova realidade, mas outras têm a insegurança existencial que paralisam a sociabilidade e a espiritualidade da vida. A Bíblia apresenta a viúva como uma pessoa necessitada em termos de proteção e sustento, e que deve ser honrada e respeitada. Conquanto seja uma situação sobremodo aflitiva, a viuvez, como a exclusão social, deve ser um motivo para reconhecermos a soberania de Deus, bem como experimentarmos o Seu imenso amor para com a humanidade. Se virmos esta situação sob este ponto-de-vista e como o Senhor, apesar de ter ceifado a vida do cônjuge, quer Se manifestar no tratamento desta questão teremos mais uma razão para adorá-lo e bendizê-lo. Basta fazermos o que Ele nos ensina em Sua Palavra.
N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),
Campina Grande, PB
Julho de 2012,
Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere.


EXERCÍCIOS
1. Segundo a lição, defina viuvez.
R. A viuvez é o estado social e psicológico de um cônjuge quando da morte do outro. Assim, viúva é a mulher cujo esposo faleceu e, no entanto, não voltou a contrair novas núpcias. Tal princípio é o mesmo em relação ao homem.
2. Que problemas sérios podem se desenvolver na vida do viúvo?
R. 2. É superar a solidão que, advinda do luto, pode comprometer a vida da viúva ou do viúvo.
3. Cite exemplos bíblicos de superação da viuvez.
R. A profetisa Ana e a viúva de Sarepta.
4. De acordo com a lição, qual é o melhor procedimento para superar a dor da viuvez?
R. A viúva ou o viúvo no Senhor deve servi-lo ainda que a sua condição não seja das melhores.
5. Como deve proceder o viúvo cristão?
R. Os viúvos jamais devem se entregar à solidão e ao isolamento, mas viverem a vida que é o dom de Deus.
Fonte:
auxilioebd.blogspot.com

Inscrições para Aulões Enem começam nesta quinta-feira (26/7) no Portal da Educação





Os estudantes concluintes do 3º ano do ensino médio e do 4º ano da Educação Profissional Integrada já podem se inscrever para participar dos Aulões Enem, que serão promovidos pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia até o mês de outubro, com o objetivo de reforçar a preparação destes jovens para as provas do Enem e de vestibulares. As inscrições estão disponíveis de 26 de julho a 9 de agosto no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br).

Uma série de 16 Aulões Enem vão acontecer em 24 localidades, sendo 13 bairros de Salvador e em 11 municípios do Estado. Ao todo, serão 384 aulões. Na capital baiana, a ação começa no dia 4 de agosto e acontece sempre às terças ou quintas ou sábados, a depender de cada localidade. Já no interior, os aulões iniciam também no dia 4 de agosto e vão ser realizados sempre aos sábados. Os locais e horários também estarão disponíveis no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br) a partir desta quinta-feira (26/7).

Inscrição – Para participar dos Aulões Enem, o estudante precisa fazer uma única inscrição e escolher a localidade de sua preferência. A escolha será efetivada de acordo com a ordem de inscrição. Cada aulão terá uma média 400 a 700 vagas. Caso o estudante falte a três aulões, ele perderá o direito à vaga. Neste caso, a Secretaria vai chamar outro estudante do cadastro reserva.

Durante os Aulões Enem, serão trabalhados 32 temas nas áreas de matemática, linguagens, ciências da natureza e ciências humanas. As abordagens interdisciplinares serão ministradas por professores especialistas nas diversas áreas do conhecimento.

Secom Imagem Ilustrativa da internet

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Emissão de carteira de identidade passa a ser gratuita





Posted: 19 Jul 2012 09:56 AM PDT

A partir desta quinta-feira (19) a emissão da primeira via da carteira de identidade será gratuita para todos os brasileiros. A lei, garantindo o documento, foi sancionada pela presidente Dilma nesta quinta-feira, alterando a Lei nº 7.116, de 29 de agosto de 1983.

No Estado do Rio, a primeira via já não era cobrada, e o Detran e Instituto Félix Pacheco são os responsáveis pela emissão. Os cidadãos devem apresentar original e cópia da certidão de nascimento ou de casamento e uma foto 3×4 recente, com fundo branco, colorida ou preto e branco. É opcional a apresentação de original e cópia ou cópia autenticada do CPF ou PIS/PASEP para inclusão dos respectivos números na carteira.

Alguns postos de identificação civil do Detran oferecem foto gratuita. O prazo para a entrega da carteira é de 30 dias a contar da data do requerimento. A relação pode ser consultada no site www.detran.rj.gov.br.

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Juazeiro sem risco de uma epidemia de dengue este ano

A Secretaria da Saúde de Juazeiro (Sesau) continua o trabalho na cidade para eliminação dos focos do aedes aegypti (mosquito provocador da dengue) e o município já comemora os resultados positivos. Também estão satisfeitos, os agentes de endemias que receberão em agosto bônus pelo desempenho adequado das funções e por ter mantido em Juazeiro um número inferior a 300 casos da doença neste primeiro semestre. O município continua em situação controlada e distante de um surto. Nas primeiras 26 semanas deste ano foram registrados apenas 188 casos da doença e no mesmo período do ano passado, 744 casos foram confirmados, realidade ainda mais tranquila neste ano e diferente do ano de 2008, quando a cidade teve uma epidemia e foram notificados 4476 casos de dengue e 2967 confirmados. Diariamente os agentes de endemias visitam as residências para o tratamento químico e para dar orientações aos moradores para prevenção da doença. Também são realizados periodicamente vários eventos educativos, com o apoio dos agentes educadores do Núcleo de Comunicação em Saúde (Necom) e das Equipes de Saúde da Família (ESF), que vão desde palestras, mutirões, gincanas e caminhadas. O objetivo é chamar atenção da população para os devidos cuidados para que o município mantenha o clima de tranquilidade e continue sem a proliferação do mosquito aedes aegypti.

O secretário da Saúde, Ubiratan Moreira, enfatiza que o esforço é mantido através de uma ação conjunta da prefeitura, com a limpeza dos canais e dos terrenos baldios, recolhimento de lixo, ampliação na oferta de água e o trabalho dos agentes de endemias e do Necom. “É também apoiando e incentivando os profissionais que garantimos uma saúde digna para as pessoas. A população deve continuar atenta e tomando os cuidados necessários nas residências para evitar focos do mosquito da dengue. A contribuição de todos é a peça fundamental no enfrentamento de epidemias de dengue", orienta o titular da pasta.

O diretor de Promoção à Saúde, Mário Machado dá algumas dicas para a comunidade, já que segundo ele, os principais focos são encontrados nas residências. “É necessário manter os reservatórios de água fechados, evitar água parada, garantir a limpeza nas casas, porque o acúmulo de lixo, principalmente com garrafas e latas, podem gerar criadouros do mosquito. Em caso de dúvidas, procure o agente de endemia que passa pelo seu bairro ou o posto de saúde e garanta mais qualidade de vida”, explicou.
Ascom PMJ

segunda-feira, 16 de julho de 2012

LIÇÃO 4 - Superando os traumas da violência social


Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2012 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: Vencendo as aflições da vida — Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas
Comentarista: Eliezer de Lira e Silva.
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração, pesquisa e postagem no Blog: Francisco A Barbosa
LIÇÃO 4
Superando os traumas da violência social
22 de Julho de 2012
TEXTO ÁUREO
“A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência” (Gn 6.11). Violência – mais precisamente, “estado de ausência de lei”. [Esse tema é desenvolvido em Ez 8.17; 9.9-11.6].
VERDADE PRÁTICA
A Igreja de Cristo deve acolher, com amor e hospitalidade, toda pessoa vítima de violência.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 6.5-12.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Explicar a origem da violência;
·         Compreender que a violência é um problema de todos; e
·         Conscientizar-se do papel acolhedor da igreja.
Palavra Chave
Violência: Qualidade do que é violento; ação de empregar força física ou intimidação moral contra alguém; ato violento [Estado daquilo que é violento. Ato violento. Ato de violentar. Veemência. Irascibilidade. Abuso da força. Tirania; opressão. [Jurídico, Jurisprudência] Constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer um ato qualquer; coação][a]. O termo deriva do latim violência (que por sua vez o amplo, é qualquer comportamento ou conjunto de deriva de vis, força, vigor); aplicação de força, vigor, contra qualquer coisa[b].
COMENTÁRIO
introdução
A violência é uma realidade milenar. Desde que o homem afastou-se do governo divino tem andado ao longo dos milênios, de mãos dadas com a violência, abrangendo todas as Idades: Antiga, a Idade Média, Moderna e Contemporânea. Filosoficamente se entende que a violência existe desde os tempos primordiais e reformulou-se na medida em que o homem passou a viver em sociedade. Inicialmente foi entendida como agressividade instintiva, gerada pelo esforço do homem para sobreviver na natureza. A organização das primeiras comunidades e, principalmente, a organização de um modo de pensar coerente, que deu origem às culturas, gerou também a tentativa de um processo de controle da agressividade natural do homem. No AT encontramos o relato de Ninrode, descrito como o primeiro poderoso na terra (Gn 10.8; 1Cr 1.10). Filho de Cuxe, que era filho de Cam, portanto, bisneto de Noé. Sobre este homem, Flavio Josefo escreveu: "Pouco a pouco, transformou o estado de coisas numa tirania, sustentando que a única maneira de afastar os homens do temor a Deus era fazê-los continuamente dependentes de o seu próprio poder. Ele ameaçou vingar-se de Deus, se Este quisesse novamente inundar a terra; porque construiria uma torre mais alta do que poderia ser atingida pela água e vingaria a destruição dos seus antepassados. O povo estava ansioso de seguir este conselho, achando ser escravidão submeter-se a Deus; de modo que empreenderam construir a torre [...] e ela subiu com rapidez além de todas as expectativas." — Jewish Antiquities(Antiguidades Judaicas), I, 114, 115 (iv, 2, 3). Não é possível fugirmos desse mal que assola a humanidade desde tempos imemoriais, e sofremos as conseqüências mesmo tendo sido regenerados em Cristo. A única maneira de minorarmos as conseqüências é levando Cristo ao mundo através do esforço evangelístico. Não podemos ficar indiferentes aos seus males, porque enquanto permanecermos neste mundo estaremos sujeitos às suas conseqüências. Todavia, não devemos esquecer-nos de que a nossa vida está escondida em Deus e nele estaremos sempre seguros. Boa aula!
I. A VIOLÊNCIA IMPERA SOBRE A TERRA
1. A origem da violência. O termo hebraico hãmãs, “injustiça, cujo significado é “ser violento com”, “tratar violentamente”, é a palavra é usada freqüentemente no texto bíblico com a idéia de violência pecaminosa. É também sinônimo de extrema impiedade. No NT aparece na forma do termo grego bia, significando “forçar, insistir”, usado na voz média: fazer uso da força, forçar, pressionar, esforçar-se (Lc 16.16); e na voz passiva: sofrer violência, ser pego à força (Mt 11.12). De bia, o seu derivado biastês, pessoa violenta; e parabiadzomai: coagir, persuadir[c]. A nossa palavra portuguesa “violência” tem sua origem na raiz latina violar que classicamente apresenta os seguintes sentidos: ofender com violência, transgredir, profanar, exercer violência sobre, forçar, coagir, fazer uma ação impetuosa. A violência é uma das conseqüências da queda do homem. E é lógico que há um interesse do inferno em intensificar cada vez mais a violência, pois ela é contrária aos princípios bíblicos e desnecessária na resolução de qualquer problema (Gn 3.4-24; 6.5; Gn 4.3-5; Rm 3.23). Mais especificamente, a violência se distingue da simples aplicação da força. Enquanto a força designa genericamente a energia ou intensidade aplicada em determinado movimento, a violência é o elemento qualificador negativo da força: ação corrompida ou contaminada pelas emoções negativas – desprezo, rancor, ressentimento, raiva, ira, cólera, fúria, ódio – e intencionalmente voltada à agressão, intimidação, coerção, eliminação ou destruição de outrem. Portanto, a construção de uma definição preliminar de violência inclui ao menos estes dois elementos: emoção e intenção. Quanto à sua aplicação, a violência pode ser realizada tanto impulsivamente quanto de modo deliberado e calculado[d].
2. A multiplicação da violência. O ato de Caim revela a natureza da humanidade que, agora arruinada pelo pecado, comete violência sobre violência (Sl 14.1-3; Rm 3.10-18). Deus deu outro filho a Adão e Eva em lugar de Abel, a quem chamaram Sete. Note-se que, quando do nascimento de Enos, a geração de Sete começou a invocar o nome do Senhor, conforme o verso vinte e seis. Este fato, marcado pelo interesse espiritual, mani­festa esta geração de Sete como filhos de Deus, enquanto a geração de Caim, marcada pelo interesse material, é conotada como os filhos do homens. “Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antiguidade” (Gn 6.4). Estes nefilins, de acordo com o nome, eram lenhadores, cortadores e rachadores de madeira, portanto, gente forte, agressiva e temível. Então, veio a apostasia da linhagem de Sete, os filhos de Deus, através da sua mistura com a linhagem de Caim, os filhos dos homens, e a violência agravou-se. Deus não gostou do estado dessa sociedade e determinou acabar com aquela raça humana para recomeçar uma nova geração a partir do seu amigo Noé, descendente de Sete, capacitado para ouvir e decifrar a mensagem divina (Gn 6.9).
3. A violência na sociedade atual. Falar de violência na sociedade atual implica em abarcar todos os sentidos do termo e aprofundá-los em uma gama ampla, onde o real surpreende sempre pelo ineditismo de uma ação que pode ser cada vez mais violenta, porque o nosso mundo é violento, é injusto, onde as questões são resolvidas pela força, pela violência. Os crentes no Senhor Jesus, como peregrinos neste mundo, são alcançados também por essa violência. Aliás, nos envolvemos nisso de tal maneira que acabamos usando também as maneiras e as armas do mundo, usando força e violência contra aqueles com quem convivemos, ainda que nem sempre nossa violência seja física. Quem não fez uso de violência mental, ou moral? Podemos inclusive estar abusando tanto da nossa força, que contra o outro usamos de violência espiritual – depreciamos; humilhamos; desencorajamos; julgamos; condenamos e excluímos. Vivemos numa sociedade muito doente, a qual nos exige uma movimentação constante, ainda que vazia. A violência é uma expressão dessa doença mental, por privação de amor. A falta de amor faz com que as pessoas adoeçam, agitem-se. Isso nos mostra o quanto o outro nos faz falta. A falta de amor torna-se insuportável, portanto, agimos, sem se quer refletir e, tolerar a dúvida. Assim, responde a demanda do outro. Digo de outra forma: “o ato violento me permite por uns minutos me sentir existindo”. Pensar é dar um significado, um sentido a vida. Sócrates diz: “o pensar acompanha o viver”. (p.58). Quem não ama adoece. A doença passa a ser a sua companhia. Portanto, as pessoas doentes não se relacionam, não vivem como poderiam viver, não dão o que tem e podem dar de melhor de si. Pois, o grande problema da atualidade é a desestrutura familiar, a ausência de família e, principalmente a ausência do pai[e].
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Desde que o primeiro casal pecou, a violência impera sobre a Terra através da maldade humana.
II. VIOLÊNCIA, UM PROBLEMA DE TODOS
1. Quando o crente é perseguido. Quando nos referimos à realidade da violência, automaticamente pensamos em sua manifestação física. Contudo, a tipologia da violência é complexa, e mesmo a agressão corporal possui ascendentes níveis de intensidade e consequências (desde um leve ataque até a destruição completa do corpo ou objeto agredido) (Sl 73.21). A violência não é necessariamente cruenta, é possível minar a autoestima e desfigurar a organização do universo mental de alguém por meio do recurso à rejeição, depreciação, preconceito, discriminação, ameaça, desrespeito, humilhação, assédio moral, silenciosa hostilidade, entre outras atitudes. É da apresentadora Hebe Camargo a seguinte frase: ”Eu às vezes me pergunto como as igrejas evangélicas conseguem fazer lavagem cerebral em milhares de pessoas” [extraído do blog Jornal Cristão, acesso em 16/07/12].
2. A ação do bom samaritano. Os pacificadores são chamados filhos de Deus, (Mt 5.9) mas os enganadores e perversos são filhos do Diabo (At 13.10). Os que amam são chamados filhos do altíssimo, conforme Lc 6.35: “Amai, porém, a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimando, e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo.” Mas os que odeiam são filhos das trevas, de acordo com 1Jo 2.11: “Mas aquele que odeia a seu irmão está nas trevas e anda nas trevas, e não sabe para onde vai porque as trevas lhe cegaram os olhos.” Jesus também referiu que os filhos deste mundo são mais sagazes do que os filhos da luz (Lc 16.8). Pedro informa-nos que “tais homens têm prazer em deleites à luz do dia, eles são nódoas e máculas, deleitando-se em suas dissimulações quando se banqueteiam convosco, tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecar; engodando as almas inconstantes, tendo um coração exercitado na ganância, filhos de maldição” (2 Pd 2.13,14).
3. A Igreja deve denunciar a violência através de ações. O site Gospel + publicou uma reportagem sob o título “Igrejas evangélicas são a nova arma da Argentina contra a violência”: “Para combater o aumento da criminalidade e da violência policial a cidade de Comodoro Rivadavia na província de Chubut, na Argentina, está contando com a ajuda das igrejas evangélicas locais. O apoio das igrejas foi solicitado por um dos membros da Câmara Municipal da cidade. A Câmara está estudando a possibilidade de alterar o Código de Processo Penal, conforme solicitado o prefeito Nestor Di Pierro. O vereador Carlos Vargas foi quem teve a iniciativa de pedir ajuda das igrejas no combate à violência, segundo ele a igreja é uma instituição que ensina bons valores cristãos. De acordo com o Noticias Cristianas Vargas afirmou que a nova gestão da cidade não obteve ainda muitas mudanças na cidade, mas que estão trabalhando na resolução dos problemas sociais. Com a ajuda das igrejas o vereador espera trabalhar na prevenção de novos crimes, principalmente focando na educação. “Vamos convidar muitas igrejas evangélicas para fazer parte da contenção para as crianças. Como um homem de fé, eu sempre digo que quando as crianças são ensinadas nos princípios religiosos, desde pequeno, aprendem a respeitar a Deus, ao próximo e a natureza”, afirmou Vargas. O vereador informou ainda que está conversando com lideranças evangélicas em busca de apoio para o trabalho de redução da violência a ser implantado no primeiro semestre de 2012: “Temos conversados com os pastores há muito tempo e agora em março, quando muito, em uma última análise, vamos começar a ter reuniões com eles para começarmos a formar este trabalho”, explicou” [f]. Esse político argentino tem razão. Hoje, as igrejas evangélicas são fortes e atuantes, todavia nas questões sociais ainda há pouca atuação, talvez em virtude do receio que temos do chamado “Evangelho Social” que tanto “ameaçava” os antigos quanto à ortodoxia cristã no século passado. Há no Evangelho um princípio restaurador e que visa reabilitar o ser humano. O Brasil tem ganhado com o crescimento do Evangelho, uma vez que o movimento evangélico tem suas bases assentadas sobre a evangelização e evangelização, segundo o Pacto de Lausanne, é o Evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens. A partir da conferência de Lausanne, na Suiça, em 1974, o mundo evangélico é levado a refletir sobre sua tarefa missionária e sobre a cooperação no cumprimento da missão. Não estamos imunes à violência, apesar dos muitos textos bíblicos que falam de proteção divina. O próprio Jesus afirmou que no mundo teríamos aflições - aprouve a Deus que seu próprio Filho fosse moído por nossas transgressões - quanto mais nós. Em nosso mundo, coisas boas e ruins acontecem para nós e nossos vizinhos, como está bem explicitado no livro de Jó. Por isso, a Igreja do Senhor deve empreender ações de cunho evangelísticos a fim de resgatar vidas pela transformação do Evangelho e na mesma proporção, auxiliar as vítimas da violência a superarem os traumas provenientes de atos violentos.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
A ação do bom samaritano nos estimula a perceber que a igreja deve denunciar os atos de violência através de sua ação acolhedora.
CONCLUSÃO
A violência contra os cristãos não é nenhuma novidade na história da Igreja. Desde a Igreja primitiva, muitos seguidores de Cristo têm sido mortos de forma violenta. Na atualidade, a quantidade de cristãos que morre de forma violenta como consequência de sua fé não é menor do que naquele período da histórico. Não obstante o motivo da violência contra cristãos não diferir daqueles dos primeiro séculos, acrescenta-se hoje, a violência que grassa todas as camadas sócias em virtude da degeneração ética, moral e religiosa. Em artigo publicado em seu website, Ilana Casoy, integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e membro consultivo da Comissão de Política Criminal e Penitenciária da Ordem dos Advogados do Brasil, apresenta um panorama duro: “Matar, neste país, é bem barato. Com uma rapidez absurda o assassino está nas ruas, isso quando cumpre algum tempo de cadeia”, protesta. A especialista advoga a busca por soluções científicas, e não mais tentativas infrutíferas que confundem e atrasam a tomada de medidas adequadas e eficientes. Há dez anos dedicando-se ao estudo de crimes violentos e assassinatos em série, Ilana dá sua receita: “Todo trabalho de prevenção ou diminuição de criminalidade se inicia com pesquisas relacionadas à infância e família, berço da violência e crime.” Quem sabe, então, os cristãos deveriam devotar menos atenção a certas promessas infundadas e passar a viver mais passagens como Provérbios 22.6: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Uma aposta – bíblica – num futuro mais seguro e menos violento. [g]. Vamos seguir este conselho! Amém!
N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),
Campina Grande, PB
Julho de 2012,
Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere.
EXERCÍCIOS
1. De acordo com a lição, qual a origem da violência?
R. As Escrituras Sagradas mostram que a violência é o resultado direto da rebelião de Adão e Eva contra Deus.
2. A disposição de Caim para o mal é evidenciada em quem?
R. Em Lameque, pois além de matar dois homens, ele louva os próprios crimes.
3. Como a igreja deve postar-se ante a violência?
R. Como voz profética de Deus contra todos os tipos de violência.
4. Qual é a mensagem para a igreja de Cristo que podemos encontrar na parábola do bom samaritano?
R. Devemos cuidar e amparar as vítimas da violência.
5. Quais ações a Igreja do Senhor pode empreender para auxiliar as vítimas de atos violentos a superarem os traumas?
R. Clamar a Deus pela nossa sociedade e acolher devidamente os que sofreram algum tipo de violência, oferecendo-lhes conforto espiritual, moral e emocional.


Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

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